quarta-feira, 2 de julho de 2014

Outono

Vai assim, sem querer e sem saber, minuciosamente,
                                     destruindo o meu não querer.
Temporariamente, eu lhe odeio.

Quem você pensa ser, para chacoalhar a minha paz?
Do reino de Hades surge como vulcão
E queima sem piedade o meu sossego

No meio da noite, por vezes, no começo do dia
                     De onde veio, retorne, doce vilão
Não me interessa se anjo ou demônio.


(Permanentemente, eu te amo
Sinto como uma luz no coração
Arrebatada como adolescente
Te espero no portão.)


*Ana Borzan*

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