quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Luxúria




Dobro os joelhos

Quando você me pega, me amassa, me quebra,

Me usa demais

Perco as rédeas

Quando você demora, devora, implora sempre por mais



Eu sou navalha cortando na carne

Eu sou a boca que a língua invade

Sou o desejo maldito e bendito, profano e covarde



Desfaça assim de mim

Que eu gosto e desgosto, me dobro,

Nem lhe cobro rapaz

Ordene e não peça

Muito me interessa a sua potência, seu calibre e seu gás



Sou o encaixe, o lacre violado

E tantas pernas por todos os lados

Eu sou o preço cobrado e bem pago

Eu sou um pecado capital



Eu quero é derrapar nas curvas do seu corpo

Surpreender seus movimentos

Virar o jogo

Quero beber o que dele escorre pela pele

E nunca mais esfriar minha febre



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