Mas são tão diversos dos meus
Que nem mesmo a minha prece lhe alcança.
E eu pergunto aos deuses o que será
O que irá, depois da dor e depois do riso
Se restará de mim alguma fé ou somente feiura
Pois do vale das sombras minha sorte já não escapa
Nem as pedras da antiga estrada purgaram os erros cometidos
E o presente ri dos acertos: quais acertos?
Meus olhos já não encontram o azul
E deles somente a chuva cai
Para derramar em minh'alma a inverdade e o inverno
Para que se cumpra a profecia.
Ana Borzan

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