sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Feliz Mudança

Desde o início do ano eu sentia-me muito cansada, física e emocionalmente, com as idas e vindas, pequenas viagens, diga-se, da casa onde morava até o "centro" da cidade, se for possível dizer que Brasília tem um "centro". Para os que aqui moram, região central do plano ou, mais especificamente arredores do SCS, ou SBS e até, por que não, arredores da UnB.
O trânsito, a distância, o tempo gasto diariamente com função "motorista, mãetorista, leva-e-traz" esgotou-me. Quis mudar. Daí veio a grande dúvida, mudar para onde? Estou tão bem acomodada aqui, nesta casa ma-ra-vi-lho-sa, enorme, silenciosa. É tão bom morar aqui! Eu, a família e meus bichinhos de estimação (4 gatos e 3 cães). Como ir para um apartamento?
Foram meses de dúvida. Medo. Indecisão. Queria ir para ficar mais perto de tudo e gastar menos tempo no trânsito, mas como poderia ter as vantagens da casa morando num apartamento, que mesmo não sendo pequeno, já é apenas 1/3 do tamanho da casa? E como fazer com a falta de quintal e liberdade para os animaizinhos? E o silêncio, tanto diurno quanto noturno? E a paz, o sossego e a tranquilidade que a distância proporciona?
Não foi fácil decidir e encarar o medo do arrependimento. Confesso: não tenho dormido bem por causa do barulho. Confesso, às vezes me estresso por ter que sair cedo para dar aquela voltinha básica com os cães no campinho. Confesso que limpar caca de gato na caixinha de areia também não é agradável. Ou seja, não está sendo 100% fácil. Mas, como já disse alguém por aí, a vida adulta não é feita de facilidades.
Por outro lado, confesso que sinto-me tão mais aliviada por não ter que encarar 30 ou 40 minutos de trânsito em cada ida ou vinda e que não preciso mais fazer isso de 4 a 6 vezes ao dia... em troca, faço pequenas viagens de 15 minutos, quando muito, 4 vezes. Aliviada por não encarar trânsito lento ou parado, ou por não ter que "fazer hora" na rua porque o tempo entre uma atividade e outra não compensa a ida e a vinda até em casa. Agora compensa.
Aliviada e feliz. Feliz por fazer novos amigos. Gente, como aqui a vizinhança é amigável. Donos de cães encontram-se no campinho, e nesta já conheci uma pá. Sílvia, Alberto, Tomie, Nina e Norton, Edson, Karina e Marli, os donos do Robusto (que não perguntei o nome) e assim vai. É difícil haver um dia que não faça contato com uma nova pessoa, que não queira agradecer a Deus, novamente, por ter colocado este imóvel na minha lista de busca. E que tenha dado certo, apesar de ter que apertar mobília de 340 m2 em pouco mais de 120 m2. Ok. Muita coisa foi doada, muita coisa foi desapegada... mas isso é tão bom!!! Livrar-se do desnecessário, doar o pouco usável e respirar novos ares.
A mudança de endereço é boa. Deu-me uma nova perspectiva visual (do térreo para o sexto andar) e também uma nova vida. Uma nova forma de viver, aprendendo a viver em apertamento, digo, apartamento... Mas tendo mais e mais pessoas com quem conversar, saindo do isolamento que a minha enorme ex-casa proporcionava.
Ah, no campinho tem Tai Chi Chuan todos os dias pela manhã. Tô criando coragem para começar a ir. E também vou aprender a dormir com o barulho...


Apertadinho apartamento.

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